segunda-feira, 30 de abril de 2012

Naquela noite de VII X MMX


                                         

                                Na Igreja Matriz de Loures às XXIII horas

Perdoai-me Senhor

1.       Pela ousadia de entrar nos teus aposentos, naquele dia. Mesmo sabendo sendo tua casa também a minha. Mas, Eu nunca tão merecedor, por tão pecador que o Sou … Perdoai-Me Senhor…

Perdoai-Me

2.       Pelas minhas lágrimas, lacrimosas num socorro sem apoio. Pois nem mesmo os olhos que deles brotaram , como pétalas em flores, caídas na estação de Outono… Tiveram o mínimo consentimento de terem o conhecimento de tal  pranto, tal é o segredo do pecado que por tal degredo(O escondo em minha mente)… Não Mereço sequer o hall da tua entrada… Senhor… Mas por favor! Perdoai-Me Senhor…

Perdoai-Me

3.       Que a Ti te dou a conhecer, sem To dizer, que Tu tudo o vês, e o sabes. O que lá me vai no pensamento, e nos meus gestos… Mas Perdoai-Me senhor… Perdoai-Me e peço Te o perdão, pois sei que em vida retribuo o quanto de mal, te tenho desiludido… Na má sorte que por sina, tenho em não aproveitar os teus perdões. E complico tudo, de uma forma a ser a única que Te desilude…

Por isso Perdoai-Me Senhor

         4   Que todas as ofensas a ti directas, são meras oferendas das dores e mágoas que                          tenho pela minha existência, e por nada lhes tenho o termo… Assim sendo a minha pena, viver     num corpo e mente tão demente e fraco como este em que peco perante a angústia que tens de ver um filho teu a ser tão desobediente…

Mas Meu Pai.

5          Sobre estas lágrimas que as choro neste momento enquanto te escrevo, este pedido sincero de condolência, acrescento a sobriedade de cada termo das minhas palavras, estarem de pura consciência, e não ébrias da fraqueza em que me leva à queda  no desespero de não voltar a acordar no dia seguinte



Meu Pai,

6         Atende estas minhas preces, que mesmo voltando a cair no erro, tu assim me criaste, assim me fizeste. Imperfeito e incorrecto, assim como a outros, não lhes destes o braço, o baço… A mim deste o fracasso…

Pai

7         Assim como quantos sem mãe à nascença, sem Pai sem nada nem ninguém, só ao desdém dos criminosos que também Têm a sua doença… Desculpa Pai, sei não ser nem mínimo direito tal reparo ou chamada de atenção… Mas…

Perdoa-Me…  Perdoa-Me que Eu perco-me no que faço.

8         Sem saber o que digo, cerro pálpebras de cada sílaba e desdenho num diálogo perdido que é como está o meu subconsciente, porque não te acompanho, e sabendo que tu choras por me veres tão desamparado na vida, a mim, que me dás tudo e eu no seu cumulo de ser o mais do inculto, não o aproveito, na beleza de Tudo o quanto Tu me dás… Quero que me perdoes, e que me dês forças para amanha continuar este texto e todos os dias me dês motivos, que mesmo sendo eu a ir ao seu encontro, valem a pena… 

(Não Terminado)